Ruy Guerra foi o homenageado da noite de ontem com o Kikito de Cristal. Desde 2007 a homenagem é oferecida à cineastas e realizadores pelo conjunto de suas obras. Guerra viveu até os 19 anos em Moçambique, sua terra Natal, onde participou de movimentos antirracistas e pró independência. O cineasta estudou cinema na França, foi assistente de câmera e direção, redator, produtor e filmou em muitos países, mas foi, sobretudo, no Brasil que construiu sua carreira cinematográfica. Seus filmes foram exibidos nos principais festivais de cinema do mundo, entre eles, Cannes e Berlin. Durante sua carreira dirigiu 13 longas-metragens, número que inclui títulos memoráveis do cinema nacional, como “Os Fuzis” (1964) e “Os Cafajestes” (1962).
Emocionado, Guerra citou Gabriel Garcia Márquez que quando questionado sobre o motivo pelo qual é escritor, certa vez respondeu: para que me amem porque este é um doloroso e fascinante ofício. “Aqui, na presença de vocês, eu me sinto amado e agradeço a todos por isso", encerrou Guerra.