![]() |
|||||||||||||||||||||||||
Walmor Chagas é aplaudido entusiasticamente durante a entrega do Troféu Oscarito
13/08/2008
A noite desta terça-feira, 12/08, foi de festa no Palácio dos Festivais. Walmor Chagas, homenageado com o Troféu Oscarito pelo 36º Festival de Cinema de Gramado, subiu ao palco ao som de longos e entusiasmados aplausos e visivelmente emocionado, viu na grande tela imagens que lembraram sua trajetória durante seus sessenta anos de profissão. O público permaneceu em absoluto silêncio como sinal de reverência e contemplação ao grande e querido monstro sagrado do cinema, teatro e televisão. A platéia pôde acompanhar a história do ator desde sua primeira atuação cinematográfica como o empresário Carlos, do consagrado São Paulo S/A, filme de Luís Sérgio Person. Na tela, depoimentos de nomes como Eva Vilma, Lucélia Santos, André Sturm, Cacá Diegues e Clara Becker, filha de Walmor, reafirmaram o valor do ser humano e do ator que durante as últimas seis décadas dedicou a vida à interpretação. “É uma situação muito estranha e emocionante. É uma sensação de ter apostado em alguma coisa que deu certo”, assim Walmor Chagas descreveu a emoção de ser homenageado com um prêmio de cinema. Continuou contando que sempre, seja brigando de espadas ou vivendo um marinheiro, desejou ser ator de cinema. O ator porto-alegrense relembrou seu início na profissão, no teatro. Durante sua juventude, uma das formas importantes de expressão se dava através do teatro estudantil. Campanhas como O petróleo é nosso e contra a Lei de Segurança Nacional encontravam apoio ou resistência nos palcos. Chagas continuou relembrando sua trajetória. “Sabia o que queria, mas não podia viver daquilo em Porto Alegre”, referindo-se ao teatro e ao cinema. Decidiu mudar-se para São Paulo. Apesar do enorme sucesso que fez em São Paulo S/A ficou ainda cinco anos sem receber um novo convite. “Era difícil ser ator permanentemente de cinema, se dedicar e viver integralmente. Hoje, passados sessenta anos, vejo que estava certo quando quis ser ator de cinema. Vocês não podem imaginar o que significa para mim, depois de sessenta anos como ator de cinema, receber um prêmio de cinema”, fazendo referência ao Troféu Oscarito que homenageia a relevância de sua obra. Chorando Walmor Chagas retornou ao seu lugar na platéia, mais uma vez, aplaudido de pé por longos minutos.
Ana Mota | |||||||||||||||||||||||||
|
Festival de Cinema de Gramado | Todos os Direitos Reservados http://www.festivaldegramado.net | festival@festivaldegramado.net | |||||||||||||||||||||||||