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Equipe de Vingança e Por sus proprios ojos particiapm de debate
12/08/2008
O debate com os diretores, elenco e equipe técnica dos filmes Por sus próprios ojos e Vingança aconteceu na manhã desta terça-feira, 12/08, no Auditório Locatelli do Centro de Eventos da UFRGS. O longa-metragem argentino fala sobre a realização de um documentário se referindo à situação das mulheres de presos, realizado por duas estudantes de cinema em final de curso. A diretora Liliana Paolinelli contou que a motivação para filmar veio da curiosidade que sempre teve de saber como viviam os homens na prisão e considera que essas informações buscadas através de uma visão periférica, pelo olhar de suas mães, seriam interessantes. O debate com jornalistas, estudantes e com o público continuou com a equipe do filme Vingança. Estavam presentes o diretor, roteirista e produtor Paulo Pons, os atores Eron Cordeiro, Marcio Kieling e Emiliano Ruschel, o diretor de fotografia Thiago Lima e Silva, o produtor executivo Alceu Passos, a diretora de arte Joana Lima e Bernardo Jucá, que assina a montagem. A exemplo do que já havia sido dito durante a coletiva de imprensa do filme realizada ontem, 11/08, Paulo Pons reafirmou que seu objetivo é atingir o público. O cineasta observou que quando se fala em filmes produzidos com baixo orçamento – referindo-se aos 80 mil reais gastos em toda a produção – a primeira coisa que se pensa é em uma temática orientada através de uma opção artística. “Tenho o compromisso de contar uma boa história e agradar o público, como qualquer filme. Não é um filme de experimentação. É, sim, bem pensado e planejado”, salienta Pons. Alguns críticos de cinema presentes durante a conversa fizeram referência à personagem vivido por José de Abreu, um fazendeiro do interior do Rio Grande do Sul disposto a honrar sua filha com o sangue de quem a violentou. O diretor que nasceu em Pedro Osório/RS, e é contrário à opinião de alguns sobre o caráter estereotipado de seu personagem, aproveitou a oportunidade para falar sobre suas raízes e sobre o sentimento de pertencimento do povo sul-riograndense. “Meu pai é gaiteiro e eu participei de um CTG (Centro de Tradições Gaúchas) durante muito tempo. Só os gaúchos entendem o que eu falo sobre gostar de um estado”, continuou dizendo que só quando saiu do Rio Grande do Sul pôde observar como o gaúcho se julga, se observa e se critica. A equipe ainda falou sobre a opção em captar as imagens em digital. Mais do que uma escolha estética, essa foi uma necessidade imposta pelos limitados recursos financeiros.
Ana Mota | |||||||||||||||||||||||||
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