20.º Festival de Gramado - Cinema Brasileiro e Latino, 15 a 22 de agosto (1992)
A primeira edição internacional do evento, que passa se chamar Festival de Gramado - Cinema Ibero-Americano, escolhe “Tecnicas de Duelo”/Colômbia, de Sergio Cabrera, que levou também o prêmio da crítica.” Tacones Lejanos”/Espanha (De Salto Alto), de Pedro Almodóvar, arrebatou três Kikitos: melhor diretor para Almodóvar, melhor atriz para Marisa Paredes e melhor música para Ryuicky Sakamoto. “Disparen a Matar”/Venezuela de Carlos Azpuria levou os Kikitos de melhor roteiro para David Suárez e montagem para Sergio Curiel. Como melhor ator foi premiado Federico Luppi, por sua atuação em “Mi Querido Tom Mix”/ Espanha/México, de Carlos Garcia Agraz. O Kikito de fotografia ficou com Felix Monti por “El Viaje”/Argentina de Fernando Solanas.
O brasileiro “Conterrâneos Velhos de Guerra”, de Vladimir Carvalho, conquistou o prêmio especial do júri. “La Frontera”/Chile, primeiro longa-metragem de Ricardo Larrain recebeu menção especial.
O melhor curta-metragem nacional 35mm foi “PR Kadeia”, de Eduardo Caron, que levou ainda os prêmios de melhor diretor para Caron, melhor edição/montagem para Michael Ruman, e melhor som.
“O Bilhete Premiado” ficou com os Kikitos de melhor roteiro para seu diretor Maurício Farias, e melhor atriz para Marisa Orth. O melhor ator foi Elias Andreatto por “Faça Você Mesmo”, de Fernando Bonassi. Peter Lorenzo recebeu o prêmio de fotografia por “Desterro”, de Eduardo Paredes. André Abujamra conquistou o Kikito de melhor música por “As Rosas Não Calam” de Anna Muylaert.
“Squich”, de Flávio Del Carlo, ficou com o prêmio especial do júri. “Batalha Naval”, de Liliana Sulzbach, foi o melhor curta-metragem gaúcho, 16mm, que ainda levou os Kikitos de melhor diretor para Liliana Sulzbach, melhor roteiro para ela e Marcelo Carneiro, e montagem para Giba Assis Brasil. Na competição de filmes em 16mm, “Zero a Zero”, de João Emanuel Carneiro, foi o melhor filme na categoria; o melhor diretor, Pablo Torres Lacal por “Gostosa”, e melhor roteiro para Rodrigo Murat por “Um C chamado paixão”. O melhor média-metragem foi “A Cidade e o Corpo”, de Chico Botelho. Melhor diretor, Denoy de Oliveira por “Que Filme Tu Vais Fazer?”
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