18.º Festival de Cinema de Gramado, 30 de junho a 04 de agosto (1990)
O filme “Stelinha”, de Miguel Faria Jr., arrebatou 12 Kikitos no 18º Festival do Cinema Brasileiro de Gramado: melhor filme; melhor diretor; melhor filme júri popular; prêmio da crítica; melhor roteiro para Rubem Fonseca; melhor atriz para Ester Góes; melhor ator coadjuvante para Emiliano Queiróz; melhor atriz coadjuvante para Stella Freitas; melhor música original para Edgar Duvivier; melhor figurino para Carlos Prieto; melhor som para Bruno Fernandes e melhor edição de som para Valéria Mauro.
O Kikito de melhor ator foi para Marcos Palmeira pela sua atuação no filme “Barrela”, de Marco Antônio Cury, baseado na obra de Plínio Marcos. Adrian Cooper conquistou o prêmio de melhor fotografia por “Beijo 2348/72”, de Walter Rogério, que também levou o prêmio de melhor montagem para Danilo Tadeu. A melhor música adaptada ficou com Júlio Medaglia e Gilberto Santeiro pelo trabalho em “O Escorpião Escarlate”, de Ivan Cardoso, que também levou os Kikitos de melhor direção de arte e melhor cenografia para Oscar Ramos.
Os prêmios especiais do júri foram para Cláudio Mamberti por sua atuação em quatro filmes do Festival: “Real Desejo”, de Augusto Sevá, “Barrela”, “O Escorpião Escarlate”, e “Beijo 2348/72”. E para Ana Maria Magalhães por sua atuação em “Real Desejo” e participação no cinema brasileiro.
O melhor curta-metragem nacional, 35mm, foi “Arabesco”, de Eliane Caffé, que também conquistou o título de melhor filme do júri popular; melhor fotografia para Hugo Kovensky; melhor cenografia para Bera Stehling e melhor som para Eliza Paley e Miriam Bidermann.O prêmio da crítica foi para “Espectador”, de Tadeu Knudsen, que ainda levou o Kikito de melhor montagem para Augusto Fragelli. O melhor diretor foi Alberto Salvá, de “O Vendedor”, filme que conquistou também os Kikitos de melhor ator para Roberto Bomtempo e melhor atriz para Leonor Gottlieb. Roberto Henkin e Jorge Furtado levaram o prêmio de melhor roteiro por “Memória”, dirigido por Henkin. Música original ficou com Dionisio Moreno por “Adeus”, de Celso D’Elia, e figurino com Ana Giannasi e Olga Futema por “Chá Verde e Arroz”, dirigido pela última.
O melhor curta-metragem gaúcho foi “O Macaco e o Candidato”, de Henrique de Freitas Lima e Kais Muza. O melhor diretor foi Sérgio Silva por “Festa de Casamento”. O melhor roteiro ficou com a equipe de “A Coisa Mais Importante da Vida”. A melhor fotografia foi para Roberto Henkin por “O Corpo de Flávia”, de Carlos Gerbase. E Giba Assis Brasil levou o Kikito de melhor montagem pelos cinco filmes apresentados no Festival.
O melhor curta-metragem em 16mm foi “Meu Vizinho Comprou um Carro”, de Marcus Vinícius Cezar. O Kikito de melhor diretor ficou com David França Mendes e Vicente Amorim pelo trabalho em “Vaidade”. O Kikito de melhor média-metragem na bitola 16mm foi dividido entre “Capitanias Hereditárias”, de Mário Kupermann e “Heinz Forthmann” de Marcos Souza Mendes.
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