17.º Festival de Cinema de Gramado, 11 a 17 de junho (1989)
O melhor filme do Festival de Cinema de Gramado em 1989 foi “Festa”, de Ugo Giorgetti, que ainda levou os Kikitos de melhor roteiro, do próprio diretor; melhor ator, dividido entre Antônio Abujamra e Adriano Stuart; melhor figurino para Nazareth Amaral; melhor edição de som para Miriam Biedermann e Lise Payle, que dividiu o prêmio com Valéria Mauro de “Faca de Dois Gumes” e ainda o prêmio da crítica.
“O Grande Mentecapto” de Oswaldo Caldeira foi apontado como melhor filme pelo júri popular. “Jardim de Alah”, de David Neves, conquistou o prêmio especial do júri, e deu a Imara Reis o Kikito de melhor atriz coadjuvante. Murilo Salles foi escolhido, por unanimidade, o melhor diretor do Festival por seu trabalho em “Faca de Dois Gumes”, que também ganhou melhor fotografia para José Tadeu Ribeiro, e melhor cenografia para Maria Helena Salles
A melhor atriz de Gramado 89 foi Rosamaria Murtinho por seu desempenho em “1º de Abril Brasil”, de Maria Letícia, filme que levou o Kikito de melhor montagem para Marília Alvin. Ítalo Rossi foi escolhido melhor ator coadjuvante por “Doida Demais”, de Sérgio Rezende, que também conquistou os títulos de melhor música original para David Tygel; melhor direção de arte para Clóvis Bueno e melhor som para Juarez Dagoberto.
O grande vencedor na categoria curta-metragem em 1989 foi “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, que arrebatou cinco prêmios nacionais e quatro gaúchos. Nacionais: melhor filme pelo júri oficial e popular; melhor roteiro para Jorge Furtado e melhor montagem para Giba Assis Brasil. Gaúchos: melhor filme, diretor, roteiro e montagem.
Na categoria nacional, foram premiados também “A Garota da Tela”, de Cao Hambúrguer, com prêmio especial do júri; Nilson Villas Boas, melhor diretor por seu trabalho em “A Mulher do Atirador de Facas”, que deu a Carla Camuratti o título de melhor atriz, e a José Miguel Wisnick o prêmio de melhor música original. O melhor ator foi Luiz Ramalho por “Dov'é Meneghetti?” de Beto Brandt, e a melhor fotografia ficou com José Tadeu Ribeiro, por “Trancado por Dentro”, de Arthur Fontes. Na categoria curta-metragem gaúcho, o júri deu o prêmio especial para o desenho animado “O Reino Azul”, de Otto Guerra e José Maia.
A categoria média-metragem nacional em 16mm premiou “Super-outro” como melhor filme, que ainda levou os Kikitos de melhor diretor para Edgard Navarro Filho, e melhor ator para Bertrand Duarte. A melhor fotografia ficou com Taunay Daniel por “Eva Vicente”, de Fernando Passos, e a melhor montagem para Aida Marques por “Bandeiras Verdes”, de Murilo Santos.
Os curtas-metragens nacionais 16mm premiados foram: melhor filme, ”Viva Eu”, de Tânia Cypriano; melhor diretor, Ivo Branco por “Strip-tease’; melhor roteiro para o diretor de “Cadê a Bolinha?” ,Eduardo Caron, que também conquistou o Kikito de melhor fotografia. A melhor montagem foi para Cecília Saint Pierre por “Viva Eu”.
Na categoria super 8 os destaques foram: melhor enredo-ficção para “Sangue de Tatu”, de Marco Bertoni; melhor animação para “O Que os Olhos Não Vêem, o Coração Não Sente”, de Thais Affonso e Carlos Vicente; melhor documentário, “Ianelli, Forma e Cor”, de Felipe Namur.
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