16.º Festival de Cinema de Gramado, 19 a 25 de junho (1988)

“A Dama do Cine Shangai” foi apontado como o melhor filme e deu a Guilherme de Almeida Prado o Kikito de melhor diretor; a Hermelino Neder o Kikito de melhor música original; a Cláudio Portioli e José Roberto Eliezer o prêmio de melhor fotografia, dividido com César Charlone de “Feliz Ano Velho”; a Chico de Andrade o título de melhor cenografia; a Jair Garcia Duarte o Kikito pela melhor edição, e ainda recebeu o prêmio da crítica especializada.

“Feliz Ano Velho” arrebatou o prêmio de melhor filme pelo júri popular, e o prêmio especial do júri oficial, além de levar o Kikito de melhor roteiro para Roberto Gervitz, diretor do filme; figurino para Clóvis Bueno, e som para Karin Stuckennschmidt. O Kikito de melhor argumento foi para Vinícius Viana por “Dedé Mamata”, de Rodolfo Brandão, que deu a Marcos Palmeira o prêmio de melhor ator coadjuvante, e a Iara Jamra o de melhor atriz coadjuvante. O melhor ator do festival foi Reginaldo Faria por “A Menina do Lado” de Alberto Salvá.

A melhor atriz foi Carla Camuratti pelo seu desempenho em “Eternamente Pagu”, de Norma Bengell, que levou também o Kikito de melhor música adaptada para Turíbio Santos e Roberto Gnatalli. O júri deu uma menção honrosa para Flávia Monteiro, a jovem atriz de “A Menina do Lado”, e a Luis Xavier pela música original de “Feliz Ano Velho”.

Na categoria curta-metragem, “A Voz da Felicidade”, de Nélson Nadotti, foi apontado como o melhor filme pelo júri e pela crítica, levando ainda os Kikitos de melhor ator para Pedro Santos e melhor atriz para Isabel Ribeiro. O júri popular escolheu “Por Dúvida das Vias”, de Betse de Paula, como melhor filme. Os Kikitos de melhor diretor e de melhor roteiro foram para Cecílio Neto por “Três Moedas na Fonte”, que deu a Joel Alves o prêmio de melhor fotografia. Giba Assis Brasil levou o Kikito de melhor montagem por seu trabalho em “Barbosa”, de Jorge Furtado e José Pedro Goulart, e “Vicious” de Roberto Ferrari. O filme  “Mais Luz” de Reinaldo Pinheiro recebeu prêmio especial do júri.

Na categoria 16mm, o vencedor foi o  média metragem “Carlota Amorosidade”, de Adilson Ruiz, que arrebatou o kikito de melhor diretor, melhor fotografia para Catia Coelho, e montagem para Vânia Debbe. O prêmio de melhor roteiro foi para Luis Arnaldo Campos e Paulo Halm, por “PSW – Crônica Subversiva”, dirigido por ambos.

Na categoria curta metragem gaúcho, o melhor filme foi “A voz da felicidade”; Diretor e roteiro, Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo por “Barbosa”; fotografia para Roberto Henkin de “A Hora da Verdade” de Henrique de Freitas Lima, e para Toni Rabatoni por “532”, de Aníbal Damasceno Ferreira e Ênio Staub. Giba Assis Brasil levou o kikito de melhor montagem em curta gaúcho por “Barbosa”.