15.º Festival de Cinema de Gramado, 27 de abril a 02 de maio (1987)
Realidade e magia marcaram o 15º Festival do Cinema Brasileiro de Gramado. “Anjos do Arrabalde”, de Carlos Reichenbach, foi apontado como o melhor filme, deu a Betty Faria o Kikito de melhor atriz, dividido com Marília Pera por “Anjos da Noite”, e a Vanessa Alves o de melhor atriz coadjuvante.
“Dança dos Bonecos”, de Helvécio Ratton, foi o melhor filme pelo júri popular, levando ainda o prêmio especial do júri oficial e o Kikito de melhor ator para Wilson Grey. A crítica especializada apontou “Anjos da Noite”, de Wilson Barros, como melhor filme, que também conquistou o Kikito de melhor diretor; melhor ator coadjuvante para Guilherme Leme; melhor fotografia para José Roberto Eliezer, e melhor cenografia para Cristiano Amaral.
O prêmio de melhor roteiro foi para Mário Prata e Francisco Ramalho Júnior por “Besame Mucho”, que também levou o Kikito de melhor figurino para Domingos Fuschini. “Nem Tudo é Verdade”, ganhou melhor montagem para Severino Dada e Denise Fontoura, e melhor trilha musical adaptada para o próprio Rogério Sganzerla, diretor do filme.
“Fonte da Saudade”, de Marco Altberg, conquistou melhor som para John Howard, e melhor trilha musical original para Tom Jobim.
Na categoria curta-metragem nacional, 35mm, foram premiados como melhor filme “Uakti - Oficina Instrumental”, de Rafael Conde, que também levou o título de melhor montagem para Eduardo Leone. O melhor filme do júri popular, “Frankstein Punk”, de Eliana Fonseca e Cao Hamburguer, ainda conquistou melhor fotografia para Marcelo Durst, e melhor som para Eliana Fonseca e Michel Rumann; Melhor diretor e melhor roteiro, Rodolfo Brandão, por “Garganta”; Melhor ator, Zeno Ribeiro por “Viva a Morte”; Melhor atriz, Andréa Beltrão, por “Garganta” e Adriana Rattes, por “Um Dia... Maria” de Marco Antônio Simas.
O prêmio especial do júri foi para os filmes de animação “Treiler”, de Otto Guerra, Lancast Mota e José Maria, e “Frankstein Punk”. O júri escolheu como melhor curta gaúcho “Passageiros”, de Glênio Póvoas e Carlos Gerbase, que também levou melhor montagem para Giba Assis Brasil e Alex Sernambi.
Omar Barros Filho (Matico) conquistou o título de melhor diretor por “Viva a Morte”, e Christian Lesage melhor fotografia por “O Hemisfério da Sombra”de Mariângela Grando.
A grande premiação de curtas em 16mm apontou como melhor filme “Mulheres da Terra”, de Marlene França; Melhor diretor, dividido entre Ricardo Favilla por “Impresso a Bala”, e Hilda Machado por “Joilson Marcou”; Melhor fotografia, Aluysio Raulino por “Mulheres da Terra”, e Melhor montagem, Carlos Ricci, por “Aurora” de Renato Costa e Beto Brandt.
O prêmio especial do júri foi para “A Cor da Luz”, de Mário Kupperman e “Fibra”, de Fernando Beléns. Os filmes médias-metragens, 16mm, foram assim classificados: melhor filme, “Meninas de um Outro Tempo”, de Maria Inês Villares; melhor diretor, Eunice Gutman por “A Rocinha Tem Histórias”; melhor fotografia, Adrian Cooper por “Meninas de um Outro Tempo” e melhor montagem, Luelane Corrêa por “Rio de Memórias”,de José Inácio Parente, filme que também teve uma menção especial do júri para a pesquisa de Patrícia Monte-Mór, e ainda o prêmio especial do júri para a trilha sonora.
Na categoria super 8, três filmes dividiram o título de melhor: “Jorgina Anima”, de Alceu Silveira; “O Caso Claudete”, produção coletiva Famecos/PUC Porto Alegre e “Anel de Barbante”, de Rubens Coruroci.
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