14.º Festival de Cinema de Gramado, 07 a 13 de abril (1986)

Uma figura polêmica da política brasileira foi tema da produção que levou o Kikito de melhor filme, em 1986, tanto do júri oficial como do popular: Tenório Cavalcanti, “O Homem da Capa Preta”, de Sérgio Rezende, também deu a José Wilker o Kikito de melhor ator, e a David Tygel o de melhor música original. Marieta Severo conquitou o Kikito de melhor atriz pela participação em “Com licença, eu vou à luta”. Carlos Reichenbach recebeu o prêmio de melhor diretor por “Filme Demência”, que deu a Ed Massini a melhor montagem, e a Emílio di Biasi o de melhor ator coadjuvante, dividido com Flávio São Thiago, de “Fulaninha”, de David Neves.
“Brás Cubas”, de Júlio Bressane, baseado em romance de Machado de Assis, deu a José Tadeu Ribeiro o Kikito de melhor fotografia, também por seu trabalho em “Sonho Sem Fim”. O prêmio especial do júri ficou com “Sonho Sem Fim”, de Lauro Escorel, que deu a Imara Reis o Kikito de melhor atriz coadjuvante, também por seu trabalho em  “Filme Demência”,  e a Rita Murtinho o de melhor figurino.

“Com Licença eu Vou à Luta”, de Lui Farias, conquistou os Kikitos de melhor roteiro para Lui e Marcos Magalhães, e melhor som para Mauro Duque Estrada. “As Sete Vampiras” de Ivan Cardoso recebeu o prêmio de cenografia para Oscar Ramos; especial para Zezé Macedo,  e o Edgard Brazil/Kodak para Carlos Egberto.

O curta-metragem gaúcho “O Dia em que Dorival Encarou a Guarda”, de José Pedro Goulart e Jorge Furtado, foi o grande premiado de 1986, tanto local como nacional. Na disputa nacional, o título de melhor filme foi dividido ainda com “Ma Che Bambina”, de Cecílio Neto e “A Espera”, de Maurício Farias e Luiz Fernando Carvalho. Também conquistou o prêmio de melhor ator para João Acaiabe. “A Espera” ficou ainda com os kikitos de melhor atriz coadjuvante para Marieta Severo, dividido com Rosi Campos, e o de melhor fotografia foi para Walter Carvalho.

.A melhor montagem ficou com Maria Cristina Amaral, de “Ma Che Bambina”; a melhor edição sonora foi para Walter Rogério por “Amor que Fica”, que premiou ainda a atriz coadjuvante Rosi Campos e o diretor Alain Fresnot; o melhor roteiro ficou com Rubens Xavier e Maria Rita Kehl por “Boca Aberta”de Rubens Xavier. Na categoria curta gaúcho, “Dorival” acumulou os prêmios de melhor filme, direção, fotografia para Christian Lessage,  e montagem para Giba Assis Brasil.