10.º Festival de Cinema de Gramado, 22 a 27 de mar (1982)
O júri do 10º Festival de Cinema de Gramado escolheu “Pra Frente, Brasil”, de Roberto Farias, como melhor filme da disputa. Proibido logo em seguida pela censura, o filme conquistou ainda o Kikito de melhor montagem para Roberto e Mauro Farias. O melhor diretor foi Djalma Limongi Batista por ”Asa Branca, Um Sonho Brasileiro”. Walmor Chagas ganhou o prêmio de melhor ator por sua atuação nos filmes “Asa Branca” e “Luz Del Fuego”, de David Neves. Lucélia Santos levou o Kikito de melhor atriz por “O sonho não acabou” de Sérgio Rezende e “Luz Del Fuego”, que conquistou ainda melhor fotografia para Fernando Duarte, e melhor cenografia para Fausto Balloni.
O melhor roteiro ficou com R. F. Lucchetti por “O Segredo da Múmia”, de Ivan Cardoso, que levou também os prêmios de trilha sonora para Gilberto Santeiro e Júlio Medaglia, e ator coadjuvante para Felipe Falcão. A melhor fotografia foi para Marco Bottino por “Ao Sul do Meu Corpo”, de Paulo César Saraceni, dividido com Fernando Duarte. O melhor técnico de som foi para Juarez Dagoberto por “O Sonho Não Acabou”. O prêmio de melhor atriz coadjuvante foi dividido entre Ruthnéia de Moraes por “Sete Dias de Agonia”, de Denoy de Oliveira; Carla Camuratti, por “O Olho Mágico do Amor”, de José Antônio Garcia e Ícaro Martins; e Bianca Byington por ”Tormenta”, de Uberto Mollo. O prêmio Destaque do Júri foi concedido a “Jânio a 24 quadros”, de Luis Alberto Pereira.
O prêmio especial do júri ficou com Wilson Grey por sua atuação em “O Segredo da Múmia” e Luz Del Fuego”.
O melhor curta nacional escolhido pelo júri foi “Profissão Travesti”, de Olívio Tavares de Araújo, que também levou o Kikito de melhor diretor. Os prêmios especiais de curtas-metragens foram para “Em Cima da Terra, Embaixo do Céu”, de Walter Lima Júnior, que recebeu prêmio de melhor fotografia para Walter Carvalho; “Só”, de Júnior Carone; “Primeira Conclat”, de Adrian Cooper, e “Música Barroca Mineira”, de Arthur Omar. O melhor curta gaúcho do Festival foi “No Amor”, de Nelson Nadotti.
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