Às vésperas de cumprir 40 anos de existência, o Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano, ou como é mais conhecido, o Festival de Havana, quer se renovar e, para isso, busca idéias e soluções na serra gaúcha, neste 46º Festival de Cinema de Gramado.

“Sempre é importante circular por outros festivais, pois nem todos os cineastas se dão conta de que podem inscrever seus filmes em Havana”, justifica um dos programadores do evento, Pedro Ortega Lang, citando como exemplo o filme “Averno”, exibido em Gramado na noite de quarta (22).

O longa é obra de um dos egressos da famosa escola de cinema de San Antonio de los Baños, Marcos Loayza, e embora possua muitos aspectos que se enquadram no perfil do festival de Havana, o diretor não havia lembrado de inscrevê-lo para o evento. “Mas ainda está em tempo. Eu convidei e ele deve estar fazendo a inscrição hoje”, revela Ortega.

Em Gramado, seu companheiro de trabalho, Augusto Marquez, também busca inspiração. Como encarregado do setor de publicidade e marketing do Festival de Havana, ele tem a difícil tarefa de conseguir viabilizar patrocínios para seu evento. “Nossa realidade é muito diferente. Organizamos um festival imenso com estrutura e pessoal infinitamente menor”, salienta.

De fato, o festival do Novo Cinema Latino-Americano reúne centenas de películas. Em geral, algo entre 400 e 450 obras são exibidas. “Mas queremos reduzir um pouco, deixando em 300, para concentrar um pouco a exibição e facilitar para o público”, explica Ortega.

Outra inovação é a criação de uma nova categoria de premiação, exclusiva para “óperas-primas”, ou, em português, para filmes em longa-metragem de cineastas estreantes. Além dessa, há outras quatro categorias: longa de ficção, curta de ficção, documentário e animação. Havana premia ainda o melhor roteiro inédito e promove também um concurso de cartazes. E oferece um prêmio em dinheiro para o melhor filme já em produção, oportunizando a finalização de projetos já em andamento.

Entre as sessões não competitivas, a novidade será criação de uma mostra “Panorama” da produção latino-americana contemporânea, que vai reunir o que de melhor está sendo produzido no continente. Há ainda mostras de cinema experimental, cinema de vanguarda. “Uma que tem feito muito sucesso é a seção da meia noite, em que exibimos filmes de horror e mistério, um gênero que tem se desenvolvido particularmente bem nos países daqui”, complementa.

Neste ano, o festival ocorre entre 6 e 16 de dezembro, em diversos cinemas da cidade. As inscrições para submissão de filmes estão abertas até 30 de agosto.

(Texto: Naira Hofmeister / Foto: Edison Vara/Pressphoto)

Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e Snowland apresentam o 46º Festival de Cinema de Gramado. Lei de Incentivo à Cultura. Patrocínio: Stella Artois e Casa Aveiro By Dolores. Apoio especial: Gramado Parks. Apoio: Stemac Grupos Geradores, Lugano, Cristais de Gramado, Viviela London, G2 Net Sul e ENIT – Agência Nacional de Turismo da Itália. Apoio institucional: Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Fundacine, ACCIRS, IECINE, APTC/ABD RS, SIAV e Museu do Festival de Cinema de Gramado. Agência Oficial: Vento Sul Turismo. Transporte Oficial: Kia. Agente Cultural: AM Produções. Promoção: Prefeitura de Gramado. Financiamento Pró-Cultura RS, Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Gramadotur, Ministério da Cultura, Governo Federal.

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