MINISTERIO DO TURISMO E CLARO APRESENTAM:

Debate desta manhã reuniu equipes de Todos os Mortos, La Frontera, Inabitável e Subsolo

A mostra competitiva do Festival de Cinema de Gramado chegou a segunda noite transmitida pelo Canal Brasil. Sábado foi a vez dos curtas-metragens “Inabitável”, de Pernambuco, dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho, e  a animação “Subsolo”, de Erica Maradona e Otto Guerra. “Todos os mortos”, de Caetano Gotardo e Marco Dutra foi o segundo longa brasileiro exibido, seguido pelo longa estrangeiro colombiano “La Frontera”, de David David.

As equipes se encontraram hoje pela manhã, virtualmente, para o debate sobre as produções. O curta “Inabitável” faz uma crítica à transfobia e à intolerância com elementos de ficção científica e conta a história de uma mulher trans desaparecida. Marilene, vivida por Luciana Souza, é a mãe que a procura. “O cinema de gênero nos traz elementos, no dá a oportunidade de representar essas questões de forma diferente. Queria contar as histórias das personagens de maneira que escapasse à realidade, que em si é muito dura”, comenta Enock. A experiente Luciana Souza, que já atuou em obras como “Ó pai, ó”, “Bacurau” e “Flores Raras”, conta que se sensibilizou com a temática. “Uma mulher negra, que tem filhos trans, periférica perpassa pela história de vida de muitas pessoas, muitas mulheres que estão na solidão de seus dramas”, lembra Luciana.

Já “Subsolo”, que conta a história de três amigos que frequentam diariamente a mesma academia e buscam corpos perfeitos, mas acabam se frustrando com os deslizes que acontecem longe das esteiras, surgiu a partir da experiência da diretora Erica Maradona, que em determinado momento foi em busca de uma academia e se deparou com um mundo bastante diferente do seu cotidiano.

“La Frontera”, de David de David, retrata o drama de famílias afetadas pelas crises de fronteira entre Colômbia e Venezuela. O diretor conta que o filme surgiu a partir da necessidade que sentia de entender muita coisa que estava acontecendo ao seu redor. “Tive a oportunidade de sair da Colômbia para Estudar na Espanha e quando retornei tive dificuldades para me adaptar. Venezuela e Colômbia tinham uma crise fronteiriça a cada dois dias, e fui conhecendo a história de muitas famílias. Isso foi por volta de 2016. Na mesma época, Trump avultava a ideia de construir um muro para separar os EUA do México e a Cataluña queria se separar da Espanha. Precisava tratar disso”, avalia.

O longa-brasileiro “Todos os Mortos” contou com a presença do diretor Caetano Gotardo, das atrizes Mawusi Tulani, Thaia Perez e do compositor da trilha original e consultor de roteiro Salloma Salomão. No filme, que se passa na São Paulo de 1899, são contadas as histórias da família escravocrata Soares e da família Nascimento, que foi escravizada pelos Soares. O filme em diferentes momentos e com recursos de trilha sonora trazem as questões de raça e gênero para o Brasil Contemporâneo e traz elementos históricos a partir do ponto de vista das pessoas negras escravizadas e oprimidas. “Enquanto artista preta eu nunca tinha sido convidada ou visto um filme de época em que uma personagem negra tivesse algo a dizer. O Iná é uma mulher que quer mudar de vida, que quer reconstruir seu barracão para praticar a sua fé. É gratificante fazer parte desse ponto de virada do cinema, dessa nova experiência dentro do cinema”, comenta Mawusi, que interpretá Iná. “A história (do Brasil) foi contada de uma maneira muito parcial. A história, em geral, é contada pelos vencedores (ditos), pelos poderosos, e ela é manipulada. A gente queria questionar essa história de filme de época que retrata com precisão porque essa “precisão” também é uma interpretação”, comenta. O filme concorreu ao Urso de Ouro da  Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Confira o debate no link http://bit.ly/2009DebateFilmes48ºFCG

 

 

Ministério do Turismo, Secretaria de Estado da Cultura e Stella Artois apresentam o 48º Festival de Cinema de Gramado. Lei de Incentivo à Cultura. Patrocínio: Stella Artois. Copatrocínio: Vero, a maquininha do Banrisul. Apoio Especial: Companhia Riograndense de Saneamento – CORSAN. Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Novas Façanhas. Apoio: Adylnet/Connect City, Laghetto Hotéis, The End, Miolo Wine Group, Stemac Grupos Geradores, Cristais de Gramado, Caracol, Planalto Chocolates e Tecna. Exibidor Oficial: Canal Brasil. Agência Oficial: Vento Sul Turismo. Apoio institucional: Museu do Festival de Cinema de Gramado, SIAV RS, ACCIRS, IECINE, APTC/ABD-RS, Fundacine, Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Ancine. Agente cultural: AM Produções. Promoção: Prefeitura de Gramado. Financiamento: Pró-Cultura/RS, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Realização: Gramadotur, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, Pátria Amada Brasil.