MINISTERIO DO TURISMO E CLARO APRESENTAM:

TEKOHA (2022) – São Paulo

Direção: Carlos Adriano  / 14’15”

Sinopse: Em 6 de setembro de 2021, seguranças privados de fazendeiros queimaram uma casa de família Guarani Kaiowá no Tekoha Ava’te (Dourados, Mato Grosso do Sul): a ação foi filmada (um plano de 02 minutos 52 segundos) pelos próprios indígenas. Em 29 de dezembro de 2021, membros de uma igreja pentecostal queimaram uma casa de reza Guarani Kaiowá, no Tekoha Itay Ka’Agwyrusu (Douradina, Mato Grosso do Sul): também filmada (um plano de 51 segundos). Três cantos Guarani Kaiowá (Ñengary, canto-reza), do Cacique Getúlio, foram traduzidos para este filme por Douglas Diegues em colaboração com Dani Guarani Kaiowá e Gregorio Gómez Centurión. Para os Guarani Kaiowá, Tekoha é a definição de terra indígena, território étnico e vital dos povos originários do Brasil – um lugar onde se é.

Perfil do diretor: São Paulo, 1966. Desde 1989, realizou 23 filmes (curtas, médias, longas; 16mm, 35mm, vídeo). A estreia do primeiro curta (“Suspens”) foi no Festival de Gramado de 1990. No Festival de Gramado de 2014, “Sem Título # 1 : Dance of Leitfossil” recebeu os Kikitos de Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora. Com filmes exibidos no MoMA (Nova York) e na Tate Modern (Londres), teve retrospectivas no Festival do Rio, Festival de Locarno e Instituto Tomie Ohtake (filmes instalados, projeções, displays, loops). Doutor em Cinema pela USP, com dois Pós-Doutorados (Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e Cinema pela USP). Seu trabalho é tema de um capítulo do livro de Scott MacDonald, “The Sublimity of Document: cinema as diorama (avant-doc 2)” (New York: Oxford University Press, 2019).

Ficha técnica:

D: Carlos Adriano
EP: Associação Cultural Babushka
R: Carlos Adriano
PE: Carlos Adriano
DF: Povo Guarani Kaiowá e Carlos Adriano
DA: Carlos Adriano
TM: Carlos Adriano
TSO: Povo Guarani Kaiowá e Cacique Getúlio
M: Carlos Adriano
DS: Carlos Adriano